Watching, a notícia de agora pelos olhos do The New York Times

Watching, bloco de informações de momento no The New York Times
Watching, bloco de informações de momento no The New York Times

Depois do lançamento do aplicativo NYT Now, iniciativa dedicada aos leitores de smartphones, phablets e tablets, o The New York Times lança uma nova funcionalidade, para o site e também dispositivos móveis, para tratar dos assuntos do momento. Watching surge para valorizar a homepage, cuja relevância segue tendência de queda. Para isso, ocupa uma área na primeira tela do usuário e reúne informações de diversas fontes: breaking news, tuítes, fotos e vídeos dos profissionais do NYT, notícias devidamente curadas de fontes confiáveis da web e informações já confirmadas ou disponíveis de apurações que ainda estão em andamento.

Esse último é um ponto muito importante. No fluxo gigantesco de informação da web, ter um lugar em que profissionais estão dedicados a tratar daquilo que está acontecendo no mundo neste momento, ajudando a elucidar rumores, colocando um freio na disseminação de boatos é alentador. Essa é uma função que cabe cada vez mais ao Jornalista.

Tomara que a iniciativa vingue e, a exemplo de outras do NYT, seja copiada.

Otimização para Interatividade com a Audiência?

Em 2009, eu lecionei no Master em Jornalismo uma cadeira chamada “Instrumentos de Interatividade com a Audiência”. O tema resistiu pouco no currículo do curso, atropelado pela necessidade de conhecimento acerca de redes sociais, a grande curiosidade daquele momento. Essa mudança acadêmica, a meu ver, reflete o que aconteceu nas Redações. A atenção se voltou para as mídias sociais e os instrumentos e canais próprios de interação com os leitores ficaram em segundo plano.

O que não poderíamos ter esquecido é que o nosso ambiente e o das redes têm pontos de conexão, mas são mundos diferentes. Embora eu admita que seria impossível conter essa natural migração para os novos ambientes criados por Twitter, Facebook e outros, entendo que não precisaríamos ter aberto mão das nossas áreas de interação.

Numa apresentação que preparei sobre o tema – e que reproduzo abaixo para os interessados – faço uma revisão das ferramentas mais importantes e alguns dos motivadores que tínhamos para usá-las. Relembrar um pouco delas, por mais óbvio que pareça, é um bom exercício.

Nesse documento, proponho a criação de técnicas, na linha de SEO e SMO, de otimização da interatividade com a audiência atendendo a dois grupos de usuários distintos. Para o leitor, incentivo e facilidade para interação; para o jornalista, produtividade e facilidade para gestão.

Também procuro descrever algumas funcionalidades que promovem a aproximação e criam mais pontos de conexão entre os dois ambientes digitais: o das redes e os nossos sites. Proponho também encarar alguns conteúdos como um empreendimento, um exercício de inovação que considere na sua elaboração o envolvimento de pessoas com perfis diferentes, conteúdos que sirvam a várias plataformas, com expectativa de viralizar e possam construir comunidades em seu entorno, mesmo que essas redes se tornem obsoletas quando o interesse pelo tema definhar. O uso intensivo das mídias sociais deu experiência aos usuários e eles não se importarão com a volatilidade dessas novas redes se ingressar nelas for algo muito simples.

Niiiws, o aplicativo para iPad que agrega conteúdos de jornais brasileiros

Ler notícias em português em aplicativos agregadores para tablets ou smartphones não é uma experiência fácil e prazenteira. Para acessar notícias publicadas no Brasil nesses agregadores, o leitor até agora estava limitado às informações compartilhadas em sua rede de relacionamento, principalmente no Twitter e Facebook, e relacionadas em agregadores como Flipboard, por exemplo. Melhor, mas nem sempre mais fácil, era registrar o RSS de suas fontes preferidas em português em aplicativos como Feedly ou Google Currents. Tudo muito longe da experiência de um Zite.

Ontem recebi o link para fazer o download do Niiiws, um aplicativo que tem criado versões para diferentes países e lançou uma versão brasileira que se propõe a oferecer as “notícias mais relevantes dos jornais brasileiros no iPad”.

O aplicativo separa os conteúdos por temas, reúne conteúdo dos principais sites de jornais brasileiros (não percebi a presença d’O Globo) e, bom para os sites, em vez de reproduzir o conteúdo das páginas num template próprio, o agregador se transforma numa espécie de browser e abre a página do site abaixo de uma barra do Niiiws. Imagino que nesse caso, contabilize audiência e a exibição dos anúncios presentes nas páginas originais.

O problema começa na seleção das informações. O Niiiws não distingue, a princípio, conteúdos de interesse mais amplo das notícias regionais. Assim, notícias de interesse local disputam espaço com informações nacionais e internacionais. Isso não seria um problema se houvesse a possibilidade de fazer escolhas prévias de veículos, temas e local de meu interesse. Essa configuração é possível, mas somente quando o leitor acessa uma determinada notícia. No contexto da notícia, e de uma maneira discreta, o Niiiws se aproxima do Zite e oferece a possibilidade de “pedir” mais informações, de dizer ao software que quer receber dali em diante mais conteúdos de um determinado veículo, tema ou – boa novidade – do autor do texto.

Se o aplicativo funcionar como funciona o Zite, teremos algo muito bom nas mãos, mas o leitor precisará fazer um polimento, uma lapidação, para personalizar o aplicativo e torná-lo útil e necessário.

Há duas coisas que não dependem do leitor, mas que o software precisará fazer para melhorar o Niiiws. Uma delas é trazer junto com a informação a data e o horário em que as notícias foram publicadas (acessei uma notícia na Home que já estava publicada há quase 24 horas pensando tratar-se de algo do dia). Outra é fazer um filtro que identifique o veículo ou o conteúdo mais relevante para uma determinada informação. Sobram fotos do ator Michael Clarke, falecido no dia 3 de setembro, e da derrière da Mulher Pêra (com acento/assento), candidata a uma vaga na câmara de vereadores de São Paulo. Como os assuntos foram destaque em vários veículos, o aplicativo empilha mais do mesmo na tela do iPad.

Internet sob medida

[O texto que segue é a reprodução do artigo que escrevi para o e-book Para entender as mídias sociais – vol. 2, organizado pela expert em redes sociais Ana Brambilla e lançado na quinta-feira, 29 de março em São Paulo.

O e-book está disponível para download gratuitamente e tem textos de outros 37 autores.]

 

 

A internet é a primeira opção para quem quer ou precisa encontrar algo, seja uma informação, um objeto de desejo, uma rota ou até mesmo um amigo pra conversar. Ela tem de tudo e uma simples busca nos leva quase sempre ao resultado exato, à solução perfeita para o nosso problema. Porém, encontrar na internet exatamente o que se procura não ofusca o encanto que é se perder por ela. Há um lado sedutor na web, o da descoberta ao acaso, do vagar sem rumo, de um link para o outro, até que algo inusitado e fascinante domine toda a nossa atenção.

Esse navegar impreciso, caótico à primeira vista, não obedece a hierarquias. Esse modo de navegação deixa ao leitor o livre arbítrio, dá a ele o comando sobre a rota que vai traçar. E, quando assume o poder da escolha, ele é seu próprio editor.

Fora da rede, no mundo real (se é que a distinção ainda cabe), nossas escolhas são mais limitadas. No mercado, por exemplo, antes de fazer sua própria opção de compra, o sujeito se depara com escolhas feitas previamente por quem produziu um determinado bem. Há nisso uma tentativa de encontrar um padrão que aproxime ou adeque o bem ao gosto ou à necessidade da clientela. O desejo do consumidor está quase sempre à mercê da escolha prévia de um especialista ou submetido a pacotes que pretendem representar uma média de mercado. Ou seja, por trás de um balcão também há um editor.

Antes da internet, o acesso à informação seguia por esse caminho. Ao comprar uma revista ou um jornal, adquiríamos um pacote. Nosso interesse poderia ser específico, mas nos obrigávamos a levar o pacote completo. Havia somente duas opções: era tudo ou nada.

A internet inverteu a lógica. Ao fragmentar todo o seu conteúdo e criar laços entre os fragmentos, a web tornou a ideia do pacote obsoleta. O leitor pode determinar sua experiência de navegação, como se fosse o único consumidor de toda a informação disponível.

Mesmo assim, nos primórdios da internet, muitos sites e portais de informação viam no link externo a porta por onde perderiam seus leitores. Os diques para conter a onda pareciam simples, bastava não dar links externos que a audiência se manteria por mais tempo nos limites do seu domínio. Não contavam com a astúcia do leitor. Ele já sabia como chegar diretamente às fontes da informação. Essas fontes tinham agora um canal próprio, que fala diretamente com o público, sem necessariamente a intermediação de um veículo de mídia. Com as redes sociais, esses canais se multiplicaram exponencialmente e os links se disseminaram pela rede, divulgados e compartilhados por todos os participantes.

Perdida a batalha do link, a esperança para a antiga mídia renasceu com os primeiros tablets. O modelo fechado proposto pelos aplicativos parecia a redenção da indústria: uma única porta de acesso, sem saídas laterais, links internos e a possibilidade de colocar uma bilheteria na porta.

Mas os tempos mudaram e a esperança agora morre antes. O modelo de pacote fechado proposto pela mídia, com informações selecionadas e classificadas por um editor, que reproduz com fidelidade os conteúdos publicados nas versões impressas, que recupera os modos lineares de navegação, que obedece à periodicidade do meio offline, agrega algum conteúdo multimídia e não parece estar preocupado com a experiência de uso do leitor não vingou.

No mundo dos tablets, quem emergiu foram os agregadores. Não aqueles antigos serviços que agregavam feeds de RSS, como Netvibes. As estrelas agora são novos e modernos aplicativos, como Flipboard, que aliam design com informação oriunda de múltiplas fontes, principalmente do que é compartilhado pelas pessoas que estão na rede de relacionamentos do leitor, nas redes sociais. É o fascínio da descoberta impulsionado por um conteúdo cuja reputação e relevância é dada por pessoas a quem seguimos e, via de regra, conhecemos e respeitamos. O leitor e seus amigos são os editores.

Mas os tempos mudam rapidamente. Em março de 2011, o Zite inaugurou uma nova geração de aplicativos agregadores. Ele também tem uma interface simples, design enxuto e é configurado para colher links da rede de relacionamentos do usuário e exibir no aplicativo informações classificadas por temas selecionados previamente pelo leitor.

A diferença é que a partir da configuração inicial, há uma sofisticada engenharia que trata a informação antes dela ser exibida nas telas do iPad e iPhone. O Zite se vale da inteligência artificial para chegar a níveis impressionantes de personalização.

Funciona mais ou menos assim. Com a ajuda do Worio, um mecanismo de busca contextual, as urls compartilhadas nas suas redes de relacionamento na web começam a ser coletadas pelo Zite e a elas são associados uma série de metadados que ajudam a classificar os conteúdos. Dessa safra, o sistema descarta o que é spam e, em seguida, associa as urls aos usuários que as compartilharam. Cada usuário tem sua reputação medida, considerando número de seguidores e o nível de compartilhamento e RTs que seus posts alcançam na rede. O sistema combina, então, as reputações dos usuários que compartilharam o link e cria uma espécie de ranking de urls. As melhor classificadas podem ser exibidas na tela do usuário, desde que atinjam uma pontuação mínima, um valor que define o interesse que cada leitor terá pelo tema.

Já na tela do Zite, o sistema aprende com a experiência do usuário e vai redefinindo os critérios de exibição a partir dela. Ele mapeia o conteúdo e diferencia o que o leitor acessou, o que compartilhou, o que guardou para ler mais tarde e o que deixou de clicar para entender mais precisamente o interesse do usuário. Além disso, a cada link acessado, o leitor pode informar ao sistema se o conteúdo foi relevante ou não e selecionar numa lista de tags associadas ao conteúdo os temas e as fontes que o Zite deve considerar como de seu interesse.

A personalização melhora continuamente a oferta de conteúdo. Ou seja, duas contas com a mesma configuração podem se tornar muito diferentes em pouco tempo.

Foi entendendo a essência da internet que o Zite se transformou numa espécie de browser inteligente. Aliou a busca exata ao fascínio da descoberta e resgatou uma das principais características da internet, a personalização, que dá ao leitor a ideia de que ele é único, que tudo gira em torno de seu interesse, que ele é seu próprio editor.

Em agosto de 2011, cinco meses depois de lançado, o Zite foi comprado pela CNN.

Toda a informação do mundo sob medida para um único leitor: você

Quando vai às compras, antes de fazer sua própria opção, você se depara com escolhas já feitas por quem produziu um determinado bem. Há nessas escolhas prévias uma tentativa de encontrar um padrão que aproxime ou adeque o bem ao seu gosto ou a sua necessidade. Num restaurante, se quiser pedir um vinho, é possível que sua primeira atitude seja procurar entre os comensais alguém que divida uma garrafa. Isso porque alguém definiu antes que o padrão para o vinho deveria ser uma garrafa de 750 ml. Se não encontrar um parceiro, é possível que você opte por outra bebida,o que não o deixará totalmente satisfeito. Ainda no restaurante, as opções do cardápio dificilmente virão à mesa na quantidade exata de seu apetite ou somente com ingredientes que você aprecie. Há inúmeros outros exemplos. Sua necessidade está quase sempre à mercê de pacotes preparados por pessoas que são especialistas ou que tentam adequá-los a uma média de mercado. Ou seja, tudo passa previamente por um editor.

O consumo de informação segue uma linha parecida. Ao comprar uma revista ou um jornal, você leva um pacote. Seu interesse pode ser somente o noticiário de política, mas você se obriga a levar os classificados de imóveis; mesmo que queira só saber o que passa no cinema, se obriga a levar o noticiário de esportes, muitas vezes com um destaque para um time que nem é o seu.

A internet, no entanto, segue uma lógica inversa. Ao fragmentar todo o seu conteúdo, a web permite ao próprio consumidor a escolha do que ele vai acessar e abolir a ideia do pacote, se ele assim desejar. O leitor tem livre arbítrio e o poder para fazer suas escolhas, determinar sua experiência de navegação, como se fosse o único consumidor de toda a informação disponível. Ele pode optar por:

  1. navegar por uma internet fragmentada, sem hierarquia, em que um link leva a outro, sem compromisso com marcas;
  2. acessar a rede pelos portais, que tem conteúdos selecionados e hierarquizados por um editor, mas que ainda garantem ao leitor algumas escolhas. Cabem aqui os conteúdos selecionados por curadoria;
  3. entrar nos ambientes fechados de edições restritas ou em aplicativos, que, no caso dos veículos de informação, imitam a experiência analógica, com conteúdo, hierarquia e ordem pré-definidos por um editor. Nesse caso, resta ao leitor somente uma decisão: ler ou não ler.
Flipboard para iPhone

O fantástico da internet é que essas três experiências não são excludentes. Pelo contrário. Elas podem ser combinadas a qualquer momento, dependendo do gosto do leitor. A combinação é ótima porque a navegação aleatória pode nos afastar de temas importantes que o jornalismo consegue filtrar; o acesso pelo que foi filtrado pode diminuir o fascínio da descoberta de conteúdos produzidos por milhões de fontes diferentes.

A lógica da internet e as experiências diversas de navegação foram bem absorvidas por um serviço já disponível na web antes da chegada dos tablets, mas que ganhou maior relevância com a popularização dos computadores de mão: os agregadores. Esses aplicativos que dão ao leitor o poder de escolha de fontes e temas de seu interesse e exibem os conteúdos em formatos de revistas digitais estão se transformando nos novos portais de ingresso à internet.

Agregadores como Netvibes, Google Reader, Feedly, Evri e muitos outros já eram bem conhecidos, mas usados por um público com mais intimidade com a web, antes da chegada dos tablets. O lançamento do iPad foi a base para que os agregadores mostrassem o potencial desse tipo de serviço. O Flipboard foi o primeiro a transformar os links em uma revista digital atrativa, fácil de ler e de compartilhar. Ou seja, buscou no impresso a beleza gráfica e não a experiência de uso. Não tardou e o serviço começou a fechar parcerias com veículos de comunicação interessados em gerar tráfego para seus sites. O Zite, um serviço mais recente, que se apoia na experiência e nos gostos do usuário para oferecer um conteúdo cada vez mais adequado ao leitor, veio depois. Em 2011, a CNN, interessada na tecnologia de personalização por trás do aplicativo, comprou o Zite por US$ 20 mi.

Para os tablets já há muitas opções de agregadores [ou Social Readers] além do Flipboard e Zite. Evri e Feedly criaram suas versões para tablet e surgiram outros como Livestand, Flud, Pulse, Trove, Smartr News, Trapit e Spatik.

Conforme amadurece a experiência de uso, os leitores vão ficando mais confortáveis com a personalização e, ao descobrir suas vantagens, começam a aproveitar melhor o tempo usado para navegar na internet para descobrir conteúdos de seu interesse produzidos por fontes nem sempre conhecidas, o que torna a experiência mais fascinante.

O sucesso dos agregadores está no resgate de uma das características mais fortes da internet, a personalização, que dá ao leitor a ideia de que ele é único, de que todos estão falando com ele e para ele. Coisa que a mídia de massa teve dificuldades para entender. Será tarde demais?

Como contar uma história usando somente conteúdos de redes sociais

Já havia escrito aqui sobre como usar a curadoria de listas do Twitter para informar e encontrar informações, uma forma de organizar o fluxo de conteúdos publicados e compartilhados nas redes sociais. As listas revelam a enorme riqueza de informações que transita na rede.

No início dessa semana, uma fantástica ferramenta veio reforçar ainda mais as possibilidades de contar uma história encadeando informações de várias fontes, conteúdos compartilhadas no Twitter, YouTube, Flickr, Facebook e outros. Falo do Storify, que abriu aos público no dia 25 de abril sua versão beta.

Acompanhe esta história: Media critics entertain, inform during Royal Wedding, publicada por Julie Moos, editora na Poynter.

Em tempo: encontrei alguns exemplos de histórias do terremoto no Japão contadas com o auxílio do Storify e listadas neste post da Fastrack Media.

Como usar a curadoria de listas do Twitter para informar e encontrar informações

As listas ajudam a organizar a leitura dos posts e a controlar o fluxo incessante de informações no Twitter. A possibilidade de incluir nessas listas usuários a quem você não necessita seguir, ajuda ainda mais quando ela é criada para acompanhar algum evento, algo ocasional. Além disso, elas podem ser compartilhadas, a lista criada por uma pessoa pode ser seguida por muitas outras.

A lista é também uma alternativa inteligente à #hashtag, que ocupa um espaço precioso, necessita de divulgação e da atenção de quem está postando.

Todas as características que mencionei já valorizam a lista como um instrumento importante para quem segue muitas pessoas, usa o Twitter para trabalho ou é um usuário frequente e contumaz. Há, porém, uma outra, pouco percebida: a lista dá ao seu criador o controle. Ele determina quem participa, se ela será pública ou não e até escolhe o que pode ser exibido nas aplicações e widgets cujo conteúdo é originado nessas listas. O criador pode exercer uma espécie de curadoria.

Vou citar dois exemplos de ÉPOCA que ilustram bem isso. O primeiro, muito simples, é a listaPresidente2010. Ela reúne simplesmente os posts dos candidatos e seus vices e das contas criadas pelo site para acompanhar a campanha dos três principais candidatos. Apenas 13 usuários estão nessa lista, 129 a subscreveram e também a seguem. A aparente singeleza se modifica quando vemos as possibilidades de aplicação disso, quando agregamos a lista a um aplicativo como Cover it Live ou PubliTweet. Um exemplo está no pé direito da página deEleições. Note que nesse widget as possibilidades se multiplicam, o leitor já acessa conteúdo além do que o Twitter exibe, compartilha em redes sociais e subscreve alertas por e-mail, escolhendo palavras-chave e periodicidade para recebê-los.

Esse filtro já pode ser aplicado ao widget com antecedência. No segundo exemplo, uma lista do blog Fala, Mundo, informações de diversas fontes sobre o drama dos 33 mineiros são filtradas e exibidas no blog:

A riqueza de conteúdo que é oriunda dessas listas serve também para alertar as suas equipes e gerar novos conteúdos. É o caso deste post no próprio Fala, Mundo. Alertado pela lista do twitter, o blog apurou mais informações e publicou uma nova notícia.

Mesmo nesses casos, em que a tecnologia é um aliado muito forte, a escolha das fontes é fundamental. Para tanto, a tecnologia continua do nosso lado, mas isso já é assunto para um novo post.