Como o jornalista deve tratar o viral

A sensação da semana nas redes sociais é o polêmico vídeo Kony 2012 publicado no Vimeo há duas semanas (12 milhões de visitas até este momento) e no YouTube no início desta (26,6 milhões de visitas até este momento). No Vimeo, o vídeo pulou de 8 visualizações no domingo para 58 mil na segunda e 2,7 milhões na terça. Impressionante. Para quem não viu, o vídeo de 30 minutos está abaixo, mas continue lendo depois.

KONY 2012 from INVISIBLE CHILDREN on Vimeo.

O vídeo encanta e arrebata plateias no mundo inteiro, mas, é claro que a construção hollywoodiana do documentário tem sido muito criticada e questionadas a causa e algums informações contidas no vídeo. Há, obviamente, os que o defendem.

Não quero aqui tratar da polêmica, mas frisar o papel do jornalista diante de um fenômeno arrebatador e de opiniões tão díspares. O que faz o jornalista? Esclarece. Dá espaço para ambas as partes. Tenta trazer alguma luz ao debate apaixonado.

É o que faz a seção Reality Check, do Guardian. Um live blogging que vai acompanhando a repercussão do vídeo na internet, trazendo informações para o que não está esclarecido, ajudando a entender a situação e exercendo o papel que o jornalismo deve ter nesse universo cada vez mais social que é a comunicação. Mirem-se no exemplo.

Leia também: O Twitter, o seu direito de opinião e a responsabilidade do jornalista nas redes sociais

Um comentário sobre “Como o jornalista deve tratar o viral

  1. Mashable também publicou uma matéria sobre: http://mashable.com/2012/03/08/kony-2012-scam/. Interessante notar a busca pelas informações de ambos os lados.

    Enquanto me parece válido por demais tornar a história conhecida, há também que ressaltar o quanto um envolvimento maior (that means put your $ on it) pode ajudar – ou não. A distribuição de valores do orçamento da Invisible Children mencionada pela peça do Mashable levanta uma sobrancelha.

    Bela lembrança, Sérgio. Abraço!

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