Público x privado? Você é o que você é

O canal do Facebook no YouTube (sim, há um) publicou hoje (10/9) um vídeo sobre o ictiologista Brian Sidlauskas, da Universidade do Oregon, que é um excelente exemplo de como a criação de comunidades virtuais em redes sociais pode beneficiar a ciência. Sidlauskas liderou uma expedição de pesquisa pela região do rio Cuyuni, na Guiana (inglesa), ao norte do Amazonas, em janeiro de 2011. A equipe do ictiologista (zoólogo que estuda os peixes) coletou mais de 5 mil peixes, boa parte deles desconhecidos para os pesquisadores da expedição.

A política de imigração da Guiana, no entanto, exigia a identificação e catalogação de todos os animais para que eles pudessem sair do país, uma tarefa praticamente impossível com um cronograma apertado. O cientista apelou, então, para o Facebook. A equipe fez upload das imagens e pediu à comunidade científica que os ajudassem a identificar as espécies nas fotos publicadas na rede social. O resultado você vê neste vídeo abaixo:

O que quero realçar nesse caso é que na contramão da discussão sobre privacidade nas redes, surgem histórias como a de Brian Sidlauskas, exemplos de que os limites entre vida pessoal e profissional são cada vez mais tênues, que as tentativas de separar a persona pública da persona privada são cada vez mais difíceis e, em muitos casos, nem fazem mais sentido. Você é o que você é.

O próprio Sidlauskas encerra o vídeo com a constatação de que o relacionamento com seus pares não é um subproduto da comunidade, mas está no centro, no coração, da sua atividade : “O fato de podermos passar um pouco do nosso tempo interagindo uns com os outros cria uma ligação pessoal que eu considero uma parte importante das relações que está no centro do empreendimento científico”.

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