A graça da internet

Muitas vezes esquecemos que temos nas mãos algumas ferramentas poderosas, instrumentos capazes de proporcionar a nossa audiência a boa experiência de usar a web. Algumas ideias simples, no entanto, trazem de volta a magia e a graça da internet, a capacidade de surpreender os leitores mesmo quando o que oferecemos é algo habitual. O usuário de internet tem, graças à fragmentação, a possibilidade de personalizar sua experiência de uso, de fazer suas escolhas, ser seu próprio editor. Portanto, há que registrar a boa ideia do Guardian na cobertura do casamento real, assunto quase unânime nos veículos de comunicação na última sexta-feira (29 de abril). O site do jornal, como todo mundo, criou uma edição que incluía as bodas reais (como se vê na reprodução abaixo):

Guardian para monarquistas

Mas, volte à imagem acima e veja que há um botão no canto superior direito precedido do texto: Republicans click here. Ao clicar nesse botão, o republicano ou qualquer outro cidadão recebia a página abaixo:

Guardian para republicanos

O leitor tinha, então, uma home page comum, despida de todo conteúdo referente ao casamento real.

Tropeçar numa ideia simples nos desperta e nos devolve a graça que é navegar pela internet.

Um comentário sobre “A graça da internet

  1. Caracoles, o Guardian é muito bom. O que é a versão do Radiohead feita por eles… Acho que decidi que quero trabalhar lá.

    Beijo, Sérgio. É a primeira vez que entro aqui e estou amando ler os textos.

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