O último ano do resto de nossas vidas será tuitado

Cartaz de divulgação de 2012

Amanhã é 21 de dezembro. Restará somente um ano para clicar no botão curtir até que a chegada do fim dos tempos delete os nossos perfis reais e virtuais. Isso ao menos para aquela parcela da população que crê nas maldições que nos aguardam ao final do ciclo do calendário maia que se fechará em 2012. Para os outros 7 bilhões e poucos de habitantes deste planeta, a vida deve continuar na mesma, mas a data do fim do mundo, 21 de dezembro de 2012, não passará despercebida.

Escrevo sobre 2012 a propósito de um post no blog da Scup que reúne previsões para as mídias sociais no próximo ano. Dei minha opinião para a lista mencionando o apocalipse maia como um provável campeão da tuitagem. O mundo não perdoará um apocalipse que fracassa.

A crueldade da chacota é uma característica tão humana quanto a fascinação pelas efemérides. E a combinação das duas pode ser explosiva. Sempre soubemos disso, mas agora essa força pode ser mensurada, uma vantagem das sociedades digitais.

A virada do ano de 2011, por exemplo, bateu o recorde em TPS (tweets por segundo), uma nova medida de energia criada pelo Twitter e percebida sobretudo no Japão. Enquanto os japoneses tuitavam “Akemashite omedetou gozaimasu”, na noite do réveillon, o tweetômetro alcançou os 6.939 TPS (A eliminação do Brasil na Copa América bateu o recorde japonês em 17 de julho).

O Palyndrome Day [11/11/11], outra efeméride, foi uma fonte inesgotável de energia criativa pelo planeta. O Twitter usou a matemática e a geografia para mostrar neste curto vídeo a sequência de tweets pelo mundo:

Na data mais fascinante de 2012, a escrita deve se manter: o Twitter seguirá medindo a pressão na rede e os tweets começarão a palpitar insistentemente já nas horas que antecederem a chegada do 21/12/12. E, nas seguintes também, claro. A menos que as nossas previsões estejam erradas.

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