Se o Twitter mede o pulso, a rede está com pressão alta. Como controlar?

A mudança recente do Twitter, que trouxe para as margens da timeline fotos, vídeos e outras informações que antes o obrigavam a abandonar momentaneamente o streaming para acessá-las, colocou aplicativos como o TweetDeck, que antes faziam isso, na obrigação de dar uma resposta para que eles próprios não afundassem em meio à correnteza.

Uma das respostas dadas por esses aplicativos, aos quais acrescento o recente e ainda pouco conhecido Lazyscope, é garantir um fluxo contínuo, automático, da sua timeline sem que você tenha que necessariamente apertar um botão, abrir a torneira, toda vez que quiser receber mais posts em sua tela. Bárbaro, era tudo o que eu sempre quis.

Isso deixou mais claro aquilo que já sabíamos. Por conveniência, por curiosidade, por delicadeza ou por qualquer outro motivo, a verdade é que seguimos gente demais. E o pior é que não conseguimos abrir mão do vício do Follow, afinal, são tantos posts interessantes, tanta gente diferente, tanta informação que não podemos perder.
Nossa curiosidade (profissional ou amadora) nos cega. Queremos medir o pulso, mas são tantas veias, a pressão é tão alta…

Um sintoma que chama a atenção é a queda no volume de interações e a questão que fere a auto-estima: será que estou gorjeando para as paredes? As pessoas já não me respondem como antigamente, me tornei um chato? Estamos numa correnteza que nos leva à frustração? Estamos nadando contra ela?

Para garantir a nossa saúde e a do paciente (sim, somos os espectadores e os artistas ao mesmo tempo) é preciso controlar o fluxo, organizar a bagunça, orquestrar o passaredo, separar os sabiás dos rouxinóis e criar um coro para cada um. Faça como eu, deixe de lado as metáforas e mãos à obra.

Comece mudando o foco de seu encanto. Não meça mais os usuários pelo número de seguidores, nem pelo tempo que tuitam, nem pelo número de tuites que eles são capazes de produzir. Os usuários, os tuiters, valem pelo número de vezes em que foram ou serão listados.

Não há nenhuma chance de acompanhar o fluxo de informações que correm pelo Twitter, de forma saudável e inteligente, sem que você recorra a listas (leia meu outro texto a respeito aqui no Interatores: Como usar a curadoria de listas do Twitter para informar e encontrar informações). Isso fica mais evidente quando você se defronta com a triste realidade de que você é realmente só um, que não consegue abraçar o mundo, nem estar em todos os lugares, nem ao menos ler tudo que corre na sua própria timeline. O que, convenhamos, não é nenhuma novidade, mas eu registro porque você pode ter deixado passar esse tuite nas outras vezes em que ele passou pela sua timeline.

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